Bosque da Copel pode virar patrimônio ecológico de Curitiba
Sugestão à Prefeitura busca garantir a proteção da área de mata nativa localizada no Bigorrilho; local abriga nascentes de rio e rica fauna e flora
A mata nativa conhecida como “Bosque da Copel” pode virar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM) de Curitiba. A área fica na Rua Padre Agostinho e tem cerca de 47 mil metros quadrados, abrigando nascentes do Rio Campina do Siqueira e vasta fauna e flora.
A sugestão ao Executivo foi protocolada nesta sexta-feira (17) pela vereadora Laís Leão (PDT).
“Eu, como vereadora, tenho o meu papel de fiscalizar. Precisamos saber se parte do terreno foi vendida, para quem foi vendida. Por que uma área de preservação foi vendida e não se tornou uma área de Reserva de Proteção Natural como prometido? É uma área muito grande e de importância ambiental e cultural para toda a cidade. Então, estamos defendendo que o Bosque da Copel, inteiro, fique de pé”, esclarece Laís Leão.
Desde o início da semana a parlamentar atua para esclarecer dúvidas sobre o futuro do bosque após receber diversos relatos de moradores preocupados com a possibilidade de no local serem construídos prédios.
O mandato da vereadora enviou pedidos de informação às secretarias municipais de Meio Ambiente e Urbanismo, além de ofícios à Copel e à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável (Sedest). Até a manhã desta sexta não houve resposta.
Além disso, a parlamentar acionou o Ministério Público do Paraná, por meio da Procuradoria do Meio Ambiente, que confirmou que vai apurar eventuais irregularidades ambientais envolvendo a mata.

O terreno todo tem cerca de 93 mil m², o equivalente a quase dez campos de futebol, o bosque em si ocupa cerca de 47 mil m². O espaço abriga também o “Chapéu Pensador”, gabinete do Governo do Estado considerado um dos preferidos do ex-governador Jaime Lerner.
No dia 10 de dezembro de 2018, o prefeito Rafael Greca e a então governadora Cida Borghetti firmaram um protocolo de intenções para criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM) na área, na época parte do Polo Padre Agostinho da Copel.
À época, Greca, atual secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, afirmou que o bosque “alivia o impacto dos espigões e do sistema trinário de transporte”, reconhecendo o papel do bosque no combate às ilhas de calor e na regulação hídrica.
“Assim, a presente proposição não inaugura, mas reafirma e atualiza o compromisso público de consolidar o Bosque da Copel como uma área de reserva ambiental e patrimônio ecológico municipal, contribuindo para o fortalecimento da política de áreas verdes de Curitiba, para a ampliação de espaços de convivência, lazer e educação ambiental”, diz trecho da proposição.
Fonte: Assessoria vereadora Laís Leão