Sob a coordenação de Nelton Friedrich, PDT inicia a construção do Projeto Paraná

Sob a coordenação de Nelton Friedrich, PDT inicia a construção do Projeto Paraná

“Em tempos de profundas transformações e de grandes tribulações, precisamos ter rumo, caminhos para onde vamos e o que queremos ser no curto e médio prazos. O Projeto Paraná se constitui numa ousada iniciativa – altamente participativa – de construir proposta estratégica, conjuntural e estruturante, de um Estado próspero e justo, inovador e solidário, democrático e soberano, desenvolvimentista e sustentável. A começar, sincronizado com a Agenda 2030 e os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).” A afirmação é do coordenador do Projeto Paraná, que está sendo construído pelo PDT como alternativa para as eleições 2022, Nelton Friedrich.

 

Vice-presidente do PDT Paraná, Nelton Friedrich foi deputado federal constituinte, secretário de Estado e diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional de 2003 a 2017, além de presidir a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) – órgão de cooperação do PDT -, por cinco anos.

 

Por sua longa experiência nas esferas públicas, foi o escolhido para coordenar o processo de construção do Projeto Paraná, que, assim como o Projeto Nacional de Desenvolvimento, de Ciro Gomes, pretende apresentar novas concepções de propostas para um Paraná próspero, mais saudável, mais sustentável, mais justo e mais equânime.

 

Além de Nelton Friedrich, várias lideranças pedetistas já trabalham na construção do Projeto Paraná, que já conta com um calendário de seminários regionais para apresentação de propostas e captação das demandas locais.

 

Fazem parte da coordenação o presidente do PDT Paraná, André Menegotto, o professor e Pró-reitor de Administração da UFPR, Marco Cavalieri, a professora de Direito Constitucional da UFPR, Eneida Desiree Salgado, o professor de Economia Fábio Scatolin, as advogadas Audrei Dassoler e Luiza Simonelli, a secretária de Comunicação do PDT, Marcia Raquel de Oliveira, o Secretário Executivo da FLB-AP no Paraná, Dante Barleta Neto, e o secretário executivo do PDT Paraná, Diogo Tavares e contará com inúmeros colaboradores.

 

Nesta entrevista, Nelton Friedrich explica como está sendo estruturado, quais as diretrizes e como se dará esse processo de construção participativa de uma alternativa de governança para o Paraná.

 

O PDT entende que para governar, mais do que bons nomes, é preciso ter um projeto de desenvolvimento. Nesse sentido, e seguindo as diretrizes partidárias nacionais, o PDT Paraná já deu início à construção do Projeto Paraná. Em que ponto desse processo estamos?

Nelton – Primeiro é preciso contextualizar que vivemos tempos de grandes transformações e também tribulações. E muitas destas transformações já estão afetando a vida das pessoas, das organizações, das empresas, do trabalhador, da natureza, de todos nós. Portanto, enfrentar essa nova realidade  é um grande desafio. Mas para isso, é fundamental a gente sair de uma postura reducionista, da visão de curtíssimo prazo, de gestões imediatistas, de trabalhar só emergências e ações pontuais, apagando incêndios, muito eleitoreira, de dependência absoluta de Brasília e ter a expressiva consciência de que nós podemos ter um projeto de curto, médio e longo prazo. Estamos na estruturação final desse processo participativo, da elaboração do Projeto Paraná com as coordenações, com os conselhos, com grupos de trabalho de cunho estadual e também microrregionais, locais. A realização do primeiro seminário acontecerá no da 23 de outubro, na microrregião de Guarapuava. O calendário prevê até março 2022 alcançar todas as microrregiões do Paraná. Contaremos com canais permanentes para a contribuição, a participação, a crítica, as sugestões dos paranaenses. E de março a junho de 2022 vai ser elaborada a versão final do Projeto e apresentada na primeira quinzena de julho do ano que vem.

 

 

“É fundamental a gente sair da postura reducionista,

da visão de curtíssimo prazo, de gestão imediatista de trabalhar só emergências

e ações pontuais, muito eleitoreira,  apagando incêndios,

de dependência absoluta de Brasília”

 

 

Quais são as bases do Projeto Paraná e qual é a metodologia usada para garantir que esse processo se dê com o máximo de participação coletiva?

Nelton – A primeira grande questão é compartilhar o sonho, a expectativa de um Paraná muito mais inovador e justo para todos. Por isso é fundamental a gente agregar os atores locais, a inteligência do Paraná, a diversidade de saberes e os sentimentos paranistas, mas também os setores mais excluídos, não só os setores mais elaborados. Promoveremos  ações mais propositivas do que discursivas. Ouvir mais e falar menos. E, é claro, tendo sempre muita democracia direta, envolvimento dos atores, compreendendo essa outra fase da humanidade, que é de empoderamento das pessoas, da cidadania individual e coletiva, das comunidades urbanas e rurais, da democracia em redes, de democracia integral. Portanto é muito importante que essa metodologia do envolvimento profundo dos vários setores da sociedade possa ser a base desse projeto, com mecanismos permanentes de participação e aperfeiçoamento.

 

O Paraná é um estado com grandes diferenças regionais econômicas e sociais. De que forma o Projeto Paraná vai garantir uma proposta que leve em consideração as necessidades de todas essas regiões?

Nelton – Quanto mais nós descentralizarmos, quanto mais gerarmos a participação, quanto mais ouvirmos as forças vivas de todas as regiões do Paraná nós já estaremos pavimentando caminhos para diminuir as desigualdades não só econômicas e sociais existentes. Mas é urgente recuperar o papel do Estado numa eficaz articulação com a sociedade, com o setor privado, com a academia, com as comunidades porque ainda o Estado – sob controle social- é o principal indutor, promotor de desenvolvimento. E agora o desenvolvimento sustentável. Estamos vendo na dramática situação da pandemia e do que se dará pós pandemia, em todos os principais países do mundo, em como se fortaleceu o papel do Estado, não só no enfrentamento da Covid-19, no enfrentamento das mudanças climáticas, mas também daqueles que estão iniciando uma travessia transformadora da grave crise vivida para a construção de sociedades mais sustentáveis, mais saudáveis, necessariamente mais justas. Necessitamos reavivar o significado de território, do pedaço que a gente vive, tanto no local, no microrregional, no regional e até no estadual.

 

E de que forma se dará isso? 

Nelton – Imprescindível elencar as escolhas estratégicas que sejam transformadoras e que atendam, portanto, cada uma das regiões e dos municípios  em todas as suas necessidades que vão desde novos arranjos e sistemas produtivos, novas economias (criativa, circular, solidária, compartilha, cooperativada), novos negócios, novas oportunidades de emprego e renda, de infraestrutura até o acesso amplo à Internet, à tecnologia e informação, da saúde, bem-estar, educação integral, segurança, sustentabilidade . É crítico, por exemplo, perceber  o que significou a desigualdade generalizada no Paraná entre aqueles que tiveram condições, instrumentos de acesso às aulas remotas, enquanto milhares e milhares  não tiveram condições de acompanhar adequadamente porque lhes faltava tudo, desde a Internet até o instrumentos de acesso. Também é fundamental ter a Agenda 2030, os 17 ODS  internalizada nos 399 municípios do Paraná. O Paraná, pródigo em produzir, tem sido acanhado – para não dizer omisso – na formulação e execução de propostas, de políticas públicas inovadoras. Uma timidez subserviente. Não tem tido liderança transformadora nem junto aos demais entes federativos, nem junto ao poder central, nem é referência moderna, transformadora no cenário internacional . Não formula e nem tem acesso às grandes discussões e decisões da República. Se somos ótimos para produzir, devemos ser ótimos para contribuir, decidir.

 

 

“É urgente recuperar o papel do Estado numa eficaz articulação

com a sociedade,  com o setor privado e com a academia

porque ainda o Estado é o principal indutor,

promotor de desenvolvimento”.

 

 

Quem são as pessoas envolvidas nesse processo?

Nelton – O Projeto Paraná há de ser um movimento. E é um movimento simultâneo que tem uma face que é interna, dentro do PDT, onde devemos agregar desde a pedagogia, da memória do Trabalhismo brasileiro, que já teve nesse país a grande obra de um  PROJETO NACIONAL, como aconteceu na Era Vargas com resultados extraordinários quando o Brasil, no meio de forte crise econômica internacional, saiu em pouco tempo de um situação essencialmente agrária para uma força industrial expressiva com inovadora e justa garantia de vida digna ao trabalhador (basta ver que na década de 1950 a economia brasileira chegou a ser dez vezes maior que a chinesa) e, depois,  com a tentativa das Reformas de Base de Jango. Envolver internamente os quadros, a militância, as lideranças e mandatários do partido (deputados federal e estaduais, prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras). E isso se complementa com a outra face, que é a face externa, da sociedade, dos movimentos sociais, das forças comunitárias, dos diferentes segmento s. É um ensaio de democracia direta, de envolvimento das forças vivas das comunidades e de articulação das instituições públicas e privadas de todas as áreas e das universidades. Mas é claro que num projeto como esse os protagonistas principais precisam ser os que vivem nas microrregiões, a base da pirâmide.

 

Qual é a expectativa do partido com a construção do Projeto Paraná e de que forma ele será apresentado no processo eleitoral de 2022?

Nelton – O mais significativo nessa expectativa é o propósito desse processo de elaboração amplo e participativo – tão importante quanto o produto final –  ter a sistematização daquilo que se colheu e agregou antes de começar efetivamente o período eleitoral. Por outro lado, nós vamos pensar sempre que não é só um trabalho para o próximo governador. Um governo tem quatro anos (com possibilidade de uma reeleição). Mas um projeto estratégico não é para um governo. O governo vai fazer a sua parte, a sua etapa. Porque o futuro do Paraná não pode ter um horizonte de quatro ou oito anos. O futuro do Paraná tem que ter um horizonte de 12, 24 ou mais anos. A essência de um projeto estratégico como o PROJETO PR é se transformar em um sonho e execução compartilhados, é ter objetivos permanentes e metas a serem seguidas. Metas na educação transformadora, integral e para todos. E o que a gente precisa ter em mente  é que o Projeto Paraná não pode ser um projeto de promessas vãs, falsas expectativas, de Fake News, de mais do mesmo e tão comum no Brasil nos últimos anos.

One thought on “Sob a coordenação de Nelton Friedrich, PDT inicia a construção do Projeto Paraná”

  1. Ana Lucia Rodrigues 20 de outubro de 2021 at 11:40

    Contem comigo para a construção do projeto Paraná de desenvolvimento.

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